Alcoa prevê reaproveitamento total da água até 2015

Na Alcoa a água é considerada um insumo estratégico, que deve ser gerenciado de forma competente em termos de disponibilidade e custos. Umas das iniciativas que a Companhia tem adotado nesse sentido é a busca contínua por soluções que levem à redução do consumo da água e seu reaproveitamento.

Desde 2002, mantém o projeto Descarga Zero, que prevê a completa reutilização dos efluentes líquidos disponíveis nas unidades industriais da Alcoa, permitindo às fábricas que interrompam a captação de águas fluviais. A previsão da Empresa é que até 2015 esse projeto esteja totalmente concluído em todas as unidades da Alcoa no Brasil.

As operações brasileiras da Alcoa consumiram cerca de 3,2 milhões de m3 de água em 2009, registrando uma redução de 36% em relação ao volume verificado em 2000. Uma das metas da estratégia da Alcoa é reduzir neste ano 70% do uso da água de processamento.

Os processos da Companhia que mais utilizam água são as refinarias de alumina, onde a água é usada para lavar a solução de dióxido de alumínio e soda cáustica; e nas unidades de redução, no resfriamento de lingotes de alumínio.
A Companhia adotou, em âmbito mundial, a Estratégia Global de Sustentabilidade 2020, por meio da qual são estabelecidas metas claras e ambiciosas relacionadas a fatores como redução do consumo de água e de energia, o reaproveitamento e a reciclagem dos resíduos e a diminuição das emissões de gases.

Alguns resultados importantes já alcançados no País

A Mina de Bauxita de Juruti, localizada no Oeste do Pará, foi planejada e estruturada para utilizar o conceito de descarga zero. Possui outras iniciativas de racionalização de consumo de água:

  • O lago de Espessamento é utilizado para receber e reciclar efluentes de diversas áreas, reduzindo a captação de água para o processo de lavagem de bauxita, que não utiliza qualquer produto químico;
  • 10,5 milhões de m3 por ano de efluente da própria lavagem de bauxita;
  • Efluente do sistema de tratamento de esgoto do beneficiamento;
  • Água pluvial da área do beneficiamento e da lavra;
  • Efluente das oficinas, termelétrica e posto de combustível da área do beneficiamento.
  • Todo esse processo é permanentemente monitorado por um sistema computadorizado, proporcionando a melhoria do consumo e diminuindo as perdas de água.

Na unidade de Poços de Caldas-MG, em operação há mais de 40 anos, foram realizados diversos projetos para racionalização do consumo de água e melhoria na qualidade dos efluentes. A descarga zero está muito próxima de se tornar realidade nesta unidade.

Desde sua implantação, em 1970, a unidade capta água do rio das Antas a uma vazão outorgada de 378 m³/h. A água bruta, após sofrer um processo de tratamento convencional, é distribuída em toda a fábrica para diversas aplicações. Em 2002 foi iniciado um projeto para reuso dos efluentes líquidos e da água de chuva das áreas da refinaria, fábrica de alumínio em pó e redução.

Já foram concluídas:

  • Instalação do processo de tratamento de água servida por osmose reversa;
  • Instalação de monitoramento contínuo nos efluentes líquidos da redução e refinaria para auxiliar o controle operacional;
  • Operação da estação de tratamento dos efluentes líquidos do aterro de resíduos carbonáceos;
  • Instalação de hidrômetros nas principais linhas de distribuição de água tratada da fábrica;
  • Instalação de lago de retenção, com capacidade de 25.000 m3, para conter as águas pluviais que precipitam na área da redução;
  • Operação da estação de tratamento de efluentes para reaproveitar as águas pluviais retidas no lago e que precipitam na área da redução.

Na Alumar, em São Luis-MA, houve um forte compromisso com a estratégia de sustentabilidade da Alcoa, com o estabelecimento de metas ambientais que levem à redução no consumo de água potável nos processos industriais e na eliminação das descargas de efluentes nos corpos d´água receptores, por meio da recirculação dos efluentes de processo.

O consumo médio de água na Alumar registrou queda de 55% em relação aos níveis verificados em 2001, diminuindo de 2,2 milhões de m3/ano em 2001 para cerca de 1 milhão de m3 em 2008.

Algumas ações foram realizadas para assegurar esses níveis de redução:

  • Instalação de medidores de vazão em diversas áreas da unidade;
  • Automação da dosagem de produtos químicos e drenagem nas torres de resfriamento do lingotamento, minimizando as perdas de água com o aumento do ciclo de concentração das torres;
  • Reaproveitamento de água dos drenos nas caldeiras da área da redução;
  • Campanhas de conscientização sobre uso da água;
  • Detecção e reparos dos pontos de vazamentos de água em toda a fábrica;
  • Instalação de torneiras automáticas nas pias;
  • Eliminação do uso de torres de resfriamento para sistema de ar condicionado;
  • Eliminação do desperdício de água das bombas de vácuo das máquinas formadoras de anodo. Foi adotado o reaproveitamento da água por meio da fabricação e montagem de um sistema de circuito fechado que utiliza torres de resfriamento;
  • Uso de fontes de águas menos nobres para supressão de poeira de vias e pátios;
  • Substituição do óleo diesel por gás nos fornos de anodos, eliminando o uso de água para geração de vapor.

Categorias:

Postado 5 meses atrás por Bianca | Permalink | 0 comentários